Culturas Populares

Conheça algumas Culturas Populares da região da Península:


Quicumbis

Uma incrível e ainda viva manifestação, de cultura Popular, que é realizada em louvor a Nossa Senhora do Rosário, ao longo de doze horas, com pequenas pausas para alimentação dos músicos e dançantes, constituindo-se em ritos de pagamento de promessas por graças alcançadas.
Reúne extensa rede de parentela, compadrio e afinidades do promesseiro e convidados especiais. Essa manifestação segue acesa em Tavares e sendo resgatada em Mostardas e sendo que muitos dos integrantes participam e apoiam seus irmãos de Tavares.

Veja documentário para saber mais:


Cavalhadas

Encenação das lutas entre mouros e cristãos

Torneio hípico, encenação de lutas entre Mouros e Cristãos.

Conforme tradição oral, a “Cavalhada” vem de Carlos Magno e dos torneios que os “Doze Pares da França” realizavam, nos momentos de descanso, entre as lutas empreendidas.


As cavalhadas não se apresentam da mesma forma em nosso Estado. O município de Santo Antônio da Patrulha, é reconhecido pela riqueza, esmero e fidelidade indumentária usada pelos guerreiros. É o grupo mais atuante e em evidência.

Fazem parte das cavalhadas dois grupos de dez cavaleiros, cada ( azuis-cristãos , vermelhos-mouros) dois “máscaras” ou palhaços, um “espia e sua mulher, a Sofia (homem vestido de mulher), dois porta-estandarte, um mouro e outro cristão, a princesa moura, Floripa, e os pajens ( ajudantes).
Há também o castelo dos mouros e o castelo dos cristãos.

Tanto mouro, quanto cristãos tem seu embaixador, um guia, um contra-guia, o porta-estandarte e corredores.


A apresentação consta de dois grandes momentos: manhã - as lutas e paz a tarde- confraternização através de jogos.

Atualmente estão realizando a apresentação apenas a tarde, porém não é completo.

São seguintes as etapas:
a) Reconhecimento da “praça” por palhaços e Sofia.
b) Reconhecimento da “praça” pelos mouros que, ao entrarem percebem a presença do espia em seus domínio, por isto, voltam-se entrincheiram fora do campo.
c) Reconhecimento da “praça” pelos cristãos.
d) Morte do espia pelos mouros.
e) Retirada do corpo do “espia” pelos palhaços. Sofia chora a morte do espia.
f) Entrada de rua: os dois grupos ao mesmo tempo na praça, por lados opostos, fazendo evoluções em forma de oito.

Iniciam-se as lutas, por lados opostos, e ora atacam o “castelo” mouro, ora o “castelo” cristão. A outra “briga”, a de espada, ,é no meio da praça, e voltam aos seus lugares de início. Retornam em pares, um mouro e outro cristão, ao centro da praça e se degladiam.

Embaixada Cristã: enviam seu embaixador acompanhado de dois corredores, o qual propõe a rendição moura. Estes em resposta prendem o representante cristão, e os seus acompanhantes voltam ao “castelo” de origem.


Castelo de cruz: com toda a fila, conduzidos pelos guias, os dois grupos brigam no meio da “praça”, com lança, pistola e espada, duas vezes, retornando em seguida aos respectivos “castelos”.

Rapto da princesa Floripa pelo embaixador cristão, que a leva como refém para o seu “castelo”.

Embaixada moura vem pedir que entreguem a Floripa. Então, os cristãos propõem a paz em troca do batismo, o que não é aceito pelos mouros, e irão decidir pelas armas.

Castelo de fogo.

O “X” de quatro filas.

O Bento Gonçalves.

Arcancilio de lança.

A prisão dos mouros após um “castelo de cruz”, no meio da “praça”, perseguem os mouros, que apeiam de suas montarias para defender seu “castelo”. mas são cercados pelos cristãos. Têm suas espadas apreendidas.


O batismo mouro: lado a lado cristãos e mouros ,dirigem-se à “igreja”, para receberem o batismo. Com este ato encerra-se o primeiro momento. O segundo momento, que é realizado à tarde, caracteriza-se pela confraternização. Agora, cristãos e mouros convertidos vão festejar a paz, irmanadas na mesma fé. Temos, então os jogos seguintes:

a) Derrubada individual das cabeças,
b) Tirada das argelinas,
c) “Alcance” do bouquet,
d) Despedida (intercalados mouros e cristãos, com evoluções de “8”),
e) Despedida do lenço branco. considerada uma das partes mais bonitas.

É o momento em que familiares, amigos acenam seus lenços brancos aos corredores.

Nas festas religiosas o encerramento ocorre com o “baile dos corredores” onde o festeiro faz agradecimentos e os corredores dançam com suas damas a tradicional valsa.


Ternos Juninos e de Reis